Como quantificar ou classificar o amor?

Quem me conhece, ou já presenciou as minhas ideologias mais extremistas, díspares ou simplesmente parvas, sabe que eu não acredito no dar sem esperar receber algo em troca. E quando toca ao amor as coisas tornam-se mais, mas muito mais complicadas.

E como é que podemos quantificar o amor? Será que ele é quantificável? Será que podemos dizer “Amo-te mais do que amo a outra pessoa”?
Nota: Convém avisar que estou a excluir todo o tipo de amor “familiar”. E por “familiar” leia-se amor aos pais, filhos/filhas, irmãos/irmãs e restante família. Pois são tipos de amores sobre os quais eu não quero falar neste post.

Voltando à quantificação do amor… Será que podemos amar os amigos? Ou se os amarmos tornam-se mais do que apenas “amigos”? E falo isto enquanto homem, pois para as mulheres (penso eu), o acto de amar nunca é visto com maus olhos, mesmo tratando-se de amigas e/ou amigos (deixem lá de pensar em coisas porcas…)

Será que enquanto homem posso afirmar, sem parecer “socialmente inaceitável” que amo várias pessoas, sejam mulheres ou homens? É que geralmente quando um homem usa a palavra amar apenas significa uma de duas coisas: ou está a falar da mulher/homem com quem partilha a cama, ou é abichanado.

E ao dizer amar, refiro-me aquele sentimento com que ficamos quando pensamos ou falamos sobre a outra qualquer pessoa. Se uma amiga (ou amigo) está mal e nada conseguimos fazer para ajudar, sentimos-nos mal, inúteis e impotentes (deixem lá de pensar em coisas porcas outra vez…). Se já não a vimos (ou o vimos) à bastante tempo, sentimos uma saudade do caraças que só apetece largar tudo e passar um tempo a recuperar dessa saudade…
Será isso tão estranho para os homens? Será o amor um sentimento mais “mulherengo” que nos incomoda, a nós homens, quando temos algo parecido a isso e que não parece bem pensar ser amor?

Será assim tão estranho sentirmos-nos amados por mais do que uma pessoa e ao mesmo tempo acharmos que também as amamos e mesmo assim, depois deste sentir e achar, parecer que algo não encaixa ou que está “mal”? Que algo não faz sentido pois sempre fomos habituados a que o amar apenas deveria estar relacionado com a nossa companheira (ou companheiro(lá estão vocês NOVAMENTE a pensar em coisas porcas… vocês são impossíveis…)?

Como é que um homem diz que ama uma amiga (ou um amigo) sem daí tirarem ilações erradas. De que ele apenas está a pensar em amor do ponto de vista sexual e não algo mais profundo e transcendente ao próprio sexo?

E isto tudo por causa da porra de um SMS… Quem diria, que umas meras palavras recebidas naquele equipamento que nos acorda à noite (pelo menos onde trabalho) me iria fazer bater tantas vezes nas teclas a fim de me tentar entender ou esperar que alguém tenha uma resposta mágica para me dar?

Pois é amiga (respondendo ao SMS), quando nós brincamos com o “EU AMO VOCÊ”, se calhar não brincamos. Se calhar utilizamos uma frase banalizada para exprimir os nossos sentimentos sem nos deixarmos a descoberto, desprotegidos. Ao dizermos a alguém que a (ou o) “amamos”, ficamos desprotegidos, nus, sem a nossa “casca” protectora, completamente entregues aos bichos, às intempéries do outro lado, sem ter como retirar o que dissemos, sem ter como voltar atrás, sem ter como “apagar” o que fizemos…

E por isso utilizamos frases mais banais, mas “impessoais”, que podem significar muito para nós e pouco para quem as ouve. E brincamos com isso, brincamos com o “amo-te”, com o “amas-me”, com o “vou-te amar até morrer”, sem ter qualquer respeito ao que realmente a palavra significa… ao que realmente a palavra nos faz “sentir” ou nos faz “doer” quando realmente amamos alguém.

E como é que eu fico? Com quem é que realmente me posso “desproteger” sem mais tarde me vir a arrepender do que disse ou do que fiz?
É que a expressão “Guess I’d rather hurt than feel nothing at all” torna-se extremamente difícil de utilizar quando falamos de amor… Acho que a dor de deixarmos de estar com quem amamos é infinitamente pior do que a dor que sentimos ao restringir o nosso sentimento por alguém que amamos. Mas essa é apenas a minha opinião, apenas uma opinião…

Acho que ainda tinha umas centenas de linhas para escrever sobre o assunto, mas prefiro não me “esticar” mais senão amanhã o arrependimento de ter escrito isto vai pesar durante o dia…

….. (após 10 minutos)….

Até eu, após reler isto umas 400 vezes (OK, foram só duas), consigo ver que estou diferente: ou mais velho, ou mais maluco, ou completamente frito dos miolos…

… Ou então amo e não sei.

Às vezes o que parece não o é. Ou é mais do que parece……

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Picture perfect memories, scattered all around the floor.
Reaching for the phone cause, I can’t fight it any more.
And I wonder if I ever cross your mind.
For me it happens all the time.

It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now.
I said I wouldn’t call but I lost all control and I need you now.
And I don’t know how I can do without, I just need you now.

Another shot of whiskey, can’t stop looking at the door.
Wishing you’d come sweeping in the way you did before.
And I wonder if I ever cross your mind.
For me it happens all the time.

It’s a quarter after one, I’m a little drunk and I need you now.
I said I wouldn’t call but I lost all control and I need you now.
And I don’t know how I can do without, I just need you now.

I guess I’d rather hurt than feel nothing at all.

It’s a quarter after one, I’m all alone and I need you now.
And I said I wouldn’t call, but I’m a little drunk and I need you now.
And I don’t know how I can do without, I just need you now.

I just need you now.

Oh baby I need you now.

Por ti e para ti Li…

Um pouco de descanso… antes de ir descansar

Sim, chamem-me baldas, eu sei. Parece que, por mero acaso, apenas tenho conseguido escrever qualquer coisa “decente” a cada três meses (Junho, Setembro, Dezembro). Mas infelizmente não tem dado. Desde que a minha nova vida começou que sofri tantas alterações e o não blogar, infelizmente, tem sido uma delas.

Entre o emprego, a escola e o dormir, nada mais resta de tempo livre. E blogar no trabalho é impossível. Impossível pois além de não ser correcto (sim, eu acho incorrecto…), não consigo estar de mente aberta para escrever as minhas parvoíces normais. E na escola? Blogar? AHAHAHAHA… esqueçam. Às vezes nem dá para jantar, quanto mais vir à net. E claro, dormir e blogar ainda não consigo fazer… quem sabe, um dia….

Adiante.

Ainda estou no 1º semestre da escola e continuo a não me conseguir convencer do tempo que ela ocupa. Ainda não me mentalizei que já não tenho o tempo livre à noite que tinha, que os fins-de-semana servem para tentar ir às aulas de apoio (ou seja, quase nunca), fazer alguns dos trabalhos que trago durante a semana e tentar (ênfase no tentar) estudar. Física, Matemática, Matemática Discreta, Ética, Programação… São poucas disciplinas mas lá me vão fazendo mais cabelos brancos e aumentando o volume das olheiras…

Gostava de conseguir voltar a fazer tudo o que tinha tempo para fazer e ao mesmo tempo estar na escola como gostaria de estar. Mas “num” dá… por isso vou-me desenrascando como dá… e no final de Fevereiro logo se vê, se pelo menos estes últimos meses de escola não foram em vão… logo veremos…

E entretanto veio o Natal, lá virá o ano novo… e nem prendas, nem boas festas, abraços ou beijinhos mandei ao pessoal… Sou mesmo um palhaço… Mas pronto… eles sabem como eu sou, o que tenho feito (ou tentado fazer) e talvez me desculpem por esta falta de comunicação em altura natalícia :)

Mas a razão do blogar hoje, a esta hora, deveu-se basicamente a já estar farto de “Javar” (Javar = arte de tentar programar em Java) e de ter de responder a um SMS que me enviaram… e que conduziu à troca de algumas mensagens de tentativa de descoberta do seu significado. Mas isso fica para o segundo post de hoje. Yup, hoje vou escrever dois posts (yeah!!!!!)

Portanto, como tenho de ir dormir (convém, certo?), resolvi parar os trabalhos escolares e vir blogar, para ver se me saía alguma coisa minimamente aproveitável…

Se entretanto só blogar no próximo Natal já sabem… Bom ano, (meter todos os feriados e festas aqui), e bom Natal do próximo ano :)

E em apenas três meses o mundo girou 400 mil vezes

Pois, tenho-me descuidado com o meu blog, é verdade. Pura preguiça, excesso de jogo, algum trabalho mas principalmente muitas mudanças na minha vida. E eu que sou uma pessoa que gosta de ter tudo bem “controlado”, sem alterações súbitas na vida, sem muitos riscos, tudo muito “certinho”…

Em apenas três meses a minha vida mudou. E o quanto mudou.

Separei-me da pessoa com quem vivia há já alguns anos (seria mais ‘com quem convivia’). Deixei de poder estar diariamente com a minha filha (com este trabalho sem horário normal e com a universidade a começar na próxima semana iria ser humanamente impossível).
Vi uma amiga a perder o emprego, o sonho de uma vida que correu mal. Mas também a vi a levantar-se, ir à luta e ganhar novamente. E vi mais uma amiga que (para o mês que vem…) arranjou emprego depois de mais de um ano à procura.

Mas nem tudo é bom. Tive amigos (ou supostos amigos) que me desiludiram, que se tornaram em “pessoas descartáveis e desinteressantes”. E noites a pensar no que iria fazer da vida, ou como o iria fazer…

E também tive colegas que me surpreenderam pela positiva, mas principalmente mantive o meu leque de “novos” amigos bem junto a mim, e mantive a minha família.

Sendo um informático, posso dizer tecnicamente que reinstalei o meu sistema operativo, reinstalei as aplicações de que gostava e removi as que me davam problemas de incompatibilidade. Mas como sabem (ou deviam saber :) ), a reinstalação de um computador faz com que este se torne mais “limpo”, com menos lixo (vícios) e com mais espaço para novas coisas (conhecimento, amizade, amor, etc).

Tenho estado a reaprender a viver, de uma forma completamente diferente da que me tem guiado nestes últimos anos (e que também não tem dado resultados muito positivos). Ser menos exigente comigo e ser menos exigente do que esperar das pessoas. Tenho tentado ver o lado positivo do que tenho recebido ultimamente. E tenho recebido bastante. “Bué” mesmo…

Os meus pais (mais uma vez) têm sido um exemplo de como todos os outros pais deveriam ser. Com todos os “espinhos” que teimaram em colocar entre nós, ainda assim foram espectacularmente sábios/inteligentes para ouvir o meu lado, a minha versão. Por pouco que os conseguiam enganar, ao fazê-los pensar que afinal não conheciam o filho que tinham. Mas enganaram-se. Eu continuo a ser o mesmo que eles sempre conheceram (ok, tenho mais uns cabelos brancos mas isso faz parte do processo natural da vida). E continuam lá, mesmo depois de tudo o que os fiz sofrer (filho é mesmo assim, só dá problemas…), a suportar-me em tudo o que eu preciso, mesmo quando não o fazem conscientemente. É verdade, tenho um orgulho brutal nos meus pais, nas pessoas que são, como são, e como me “fizeram” ser. O meu obrigado a vocês (caso se lembrem de ir ler o post…). Vocês são espectaculares e eu amo-vos. MUITO. Nunca se esqueçam disso, ok?

Os meus amigos. Têm-me apoiado neste momento de transição para este novo estilo de vida. E têm-me apoiado incondicionalmente, presencialmente e psicologicamente (pois, uma separação nunca é uma coisa fácil). Também têm sido pessoas espectaculares, “coisa” que eu não estava habituado a ter na minha vida. Também para vocês o meu obrigado e um “eu amo vocês”.

E isto tudo faz com que eu aqui esteja, às 6:15 da matina, a escrever um post, depois de uma noite de trabalho e com falta de sono.

E isto tudo também faz com que me saiba bem sentar-me na minha bela cadeira, virado para a janela, a fumar um cigarro e a apreciar o quase silêncio que se faz na rua.

E é bom, sabe bem sentir-me livre, não estar preso a nada de que não gosto, a amizades e/ou relações falsas e inúteis. A uma vida vazia e sem futuro.

E é bom ter uma família espectacular e amigos espectaculares. É bom sentir-me bem no meio das pessoas, sentir que faço parte, sentir-me encaixado.

Obrigado filha, mãe, pai, Cocas, Paulo, Tia Fatinha, Tio João, Ricky, Iuri por serem uma parte espectacular da minha família.
Obrigado Fátima, Renato, Rafa e Raquel, Lili, Flávia, Rita e Avó Kika, Xaninha, Luis, Diogo e Bruno, Sofia, Zé, Tomás, Inês e Tânia, Bé, Francisco e Pipa e Tiago por serem dos meus melhores ‘novos’ amigos do mundo.
Obrigado Pinto, Telmo e Zé por continuarem a ser dos meus melhores amigos nestes muitos anos que já me conhecem.
Obrigado Nuno, Tiago C, Ricardo, Tiago S, Joaquim, André e Catarina pelo ambiente espectacular e invejável que temos na empresa.

E como às vezes é bom apreciar as coisas simples e boas da vida, parar um pouco para pensar, apreciar o silêncio, apreciar aquele momento de paz, e realmente nos sentirmos felizes pelo que temos…

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Yes I understand that every life must end, aw huh…
As we sit alone, I know someday we must go, aw huh…
I’m a lucky man to count on both hands
The ones I love…

Some folks just have one
Others they got none, aw huh…

Stay with me
Let’s just breathe

Practiced are my sins
Never gonna let me win, aw huh…
Under everything, just another human being, aw huh…
Yea, I don’t wanna hurt, there’s so much in this world
To make me bleed

Stay with me
You’re all I see

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t I’m a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean

I wonder everyday
As I look upon your face, aw huh…
Everything you gave
And nothing you would take, aw huh…
Nothing you would take
Everything you gave

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t I’m a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean

Nothing you would take
Everything you gave
Hold me ’till I die
Meet you on the other side

Férias? Ou simples cobardia…

Quase passado um mês decidi reabrir o meu blog e explicar o porquê de o voltar a colocar online.

Sempre na vida me preocupei com que os outros pensavam de mim, das minhas atitudes, e sempre me preocupei em não magoar ou insultar ninguém. Por mais estranho ou mentira que pareça para algumas pessoas que me conhecem, eu sempre herdei da minha mãe aquele estranho sentimento de ter de estar bem com toda a gente.
E isso prejudicou-me. Aliás, prejudica-me. Faz-me abdicar de mim, dos meus gostos, vícios e manias. E por nunca ter tido coragem de assumir, perante mim, que era uma atitude errada, geralmente fugia dos meus problemas, ou das coisas que me deixavam desconfortável. Fiz isso ao longo de quase 20 anos da minha vida, abdiquei de muita coisa porque quis, porque pensava em não querer que ficassem mal comigo, e por não querer que me tomassem como uma pessoa má.
Esse tipo de atitude prejudicou-me bastante, deixando um grande vazio na minha vida, e deixem-me dar ênfase a “minha vida”. A minha vida é minha, não é de mais ninguém. Eu sou o único dono de mim próprio, doa a quem doer, custe a quem custar.
E por mais respeito que tenha aos meus pais, filha, irmã e restantes família, queria aqui deixar um grande desabafo sobre todas as pessoas que me deixaram desconfortável na vida e que me fizeram sofrer devido à minha atitude:

VÃO PARA O CARALHO!!!!

Mais uma vez (pai, mãe, filha, cocas e restante família) as mais sinceras desculpas pela indelicadeza mostrada pois nunca fui educado desta maneira.

Durante o meu 34º ano de vida resolvi parar e olhar para trás, para o que tinha conseguido, o que tinha atingido enquanto ser humano, e cheguei à triste conclusão que não havia nada.

Sim, existiam e existem coisas materiais, mas não estou a ter em consideração coisas fúteis. Estou a tentar fazer um balanço do ponto de vista dos sentimentos, do que dei e do que recebi, e à parte da minha amada família, sempre fui um gajo que deu, deu, deu, deu e em retorno não obteve nada.

Sim, tive pequenos momentos de felicidade que depois acabaram por se provar apenas isso: pequenos momentos. As minhas relações sempre foram guiadas pelas questões materiais, pelo facto de poder prover para o outro lado. De resto, bola, népia.

E então heis que fiquei “congelado”. Como é que eu, sendo uma pessoa que sempre tinha sido amada pela família, sempre teve tudo o que quis (ok, à parte da mota pai), acaba por nunca aprender a receber, nunca aprender com os erros cometidos? É preciso ser “Dah!!!!!!”. É preciso não gostar de mim para me fazer isto e para me deixarem fazer isto.

Sei que errei, e errei profundamente quatro vezes… Erros daqueles que se fosse uma outra qualquer pessoa eu diria: “tu não existes, és uma aberração da natureza. Não existe ninguém assim tão básico e tão parvo.”. Mas como estou a falar de mim, apenas me posso culpar, e não me vou desculpar com ninguém, ou chorar a dizer que fiz porque me obrigaram ou porque não tive outra escolha. Sempre tive outra escolha, e mais grave do que isso, devo ter tido muitas outras escolhas de que abdiquei e que deveriam ser magníficas. Mas vou deixar-me de “e se…”. Já passou, já fiz e já errei. Agora tenho de interiorizar os erros, olhar para as “cicatrizes” e realmente aprender a não errar outra vez.

Abdiquei do que gostava de fazer, mas principalmente anulei-me enquanto pessoa de isolei-me do resto do mundo. Afastei as pessoas que eram minhas amigas, abdiquei de ter novos amigos e dediquei-me a viver apenas para uma relação. E admito que errei forte e feio. E não o vou fazer outra vez, ou pelo menos vou-me tentar lembrar sempre da merda por que passei e pelo mau sentimento que foi, de modo a não ter de voltar a sentir isso.

E eu sou assim, cheio de defeitos, fobias disto e daquilo, gosto por A e B. E quem não gosta que se afaste. Ainda existe muito espaço neste planeta para onde podem ir. E se não for suficientemente longe mudem-se para outro planeta, ou então matem-se… Sinceramente estou-me a cagar para todas essas pessoas que me fizeram sentir mal pela minha forma de ser, por ser quem sou, por ser eu.

Obrigado aos meus pais, à minha filha, à minha irmã e à minha família por sempre me terem aceite com todos estes defeitos, com este feitio tão particular, por me aceitarem como eu sou. E obrigado aos meus amigos e amigas (vocês sabem quem são) por tudo mas especialmente por existirem.

E para todas aquelas pessoas que me tentam moldar à sua imagem: vão-se foder. Morram longe para não cheirarem mal. Usem-se para estrume ou para cimento. Desde que não se cruzem no meu caminho eu também não me irei cruzar novamente no vosso.

E especialmente para aquelas pessoas que se atrofiam, se chateiam por me verem bem e me verem feliz: vão para o caralho e vão-se foder.

Eu nunca servi de exemplo para ninguém e nunca me usei como exemplo, mas deixem-me dar-vos um conselho: não abdiquem de serem quem são. Quem for vosso amigo aceita-vos como são, quem não é amigo é dispensável na vossa vida.

Finalmente descobri um grupo de pessoas com quem gosto de estar, com quem me sinto bem e me fazem sentir especial, apenas por ser eu e por poder estar sem qualquer tipo de constrangimentos. A esse grupo de pessoas eu chamo “AMIGOS”. Obrigado por existirem e por me mostrarem que eu realmente mereço algo na vida. Obrigado por estarem lá quando preciso, por se afastarem sem pedir explicações quando eu preciso do meu espaço, por me fazerem descobrir o riso e a alegria e pelas quatrocentas mil coisas e sentimentos bons que redescobri na minha vida.

Na minha vida existem conhecidos, amigos (pessoas por quem nutrimos alguma empatia) e AMIGOS. Aos meus AMIGOS eu digo:

Obrigado Fátima, Rafa, Renato, Raquel, Liliana, Flávia, Rita, Pinto, Bé, Xaninha e Sofia.

É por ter pessoas como vocês que dá gosto viver, por poder partilhar as coisas felizes da vida, as tristes, e as completamente parvas.

É por ter pessoas como vocês que aprendi que sabia fazer Caipirinhas, que fui praxado, que tomei um banho de amendoins, que aqueci os crepes, que fui à praia e à disco, que fiz jantares de chocolates, que fumámos coisas para rir (ok, os mais novos não fumaram nada), que cantei que nem um desalmado no carro e que fiz uma serenata às 2 da manhã depois de um misto de caipirinhas e Tequilha “Bum-Bum”.

É por ter pessoas como vocês que gramo com um gajo a gritar “moche” várias vezes ao dia.

É por ter pessoas como vocês que fico uma noite sem dormir por estar a levar chutos nos glúteos.

E para quem não consegue entender esta “amizade” que existe, esta cumplicidade.

Para quem tem inveja e exige estar ao mesmo nível, esqueçam. A sério, esqueçam.

Se forem merecedores de estarem comigo, de ter o prazer da minha companhia e a sorte de provar as minhas caipirinhas hão de o saber e sentir.

Amigos? Ou pessoas com que nos damos mais?

Este post vai ser lixado de escrever… e mais ainda de se compreender para quem estiver por fora do contexto, mas que se fod.. err…. lixe.

O que consideramos realmente “amigos”. O que define podermos dizer que uma pessoa é nossa amiga ou não? Serão os amigos aquelas pessoas com quem podemos contar? E será que eles sabem que podem (e devem) contar connosco?

Mas até que ponto conhecemos os nossos amigos? A sério? Pensem nas pessoas a quem chamam amigos e tentem descrever 5 coisas que eles gostem… Eu cheguei à conclusão que tenho pessoas a quem chamo “Amigos” mas na realidade não faço puto de ideia “quem são”, “como são”, o que gostam, o que detestam, por quem dariam a vida, o que os faz sorrir ou chorar.

Como é que posso considerar uma pessoa minha amiga se na realidade não a conheço “minimamente”. Aqui estou eu, quase 4h da matina, a tentar vasculhar o meu pequeno cérebro a ver se acho pistas sobre uma pessoa que eu acho ser minha amiga, a fim de lhe conseguir oferecer uma prenda com “significado” (e quando digo significado é para essa pessoa, não algo que me faça lembrá-la) e estou completamente “em branco”.

É frustrante, triste e desesperante chegarmos à conclusão que gostamos tanto de uma pessoa (opto por não colocar outras palavras para não dar azo a confusão) mas no fundo nada sabemos sobre ela.

Como é que é suposto conseguirmos ajudar os nossos amigos se não conseguimos “ver” quando estão tristes, se sentem sós, se estão a “gritar por ajuda”… como é suposto conseguirmos ajudar um amigo quando não conseguimos ler esses sinais…

É lixado… mesmo… e o não saber para mim é o pior que me pode acontecer. E após quase seis anos de “conhecer” esse amigo, chego à conclusão que sei tanto sobre essa pessoa como sobre um qualquer personagem do “jet set” tuga (se bem que neste último caso as revistas rosas façam algum trabalho…)

Realmente a vida “dá-nos” lições quando menos as esperamos… agora vou ter de esgravatar para conseguir-me convencer de que essa pessoa é realmente minha “AMIGA” e não apenas uma pessoa com quem eu me dou.

Peço-te desde já desculpa quando errar, quando não conseguir “ver” ou “ler”, de ficar indiferente quando precisares de mim (não porque o quero mas porque não o vou conseguir descortinar). Fica a saber que significas mais para mim do que eu consigo descrever, era capaz de trocar a minha vida para não perderes a tua, de abdicar de muita, mas muita coisa, por algo que te colocasse um sorriso na cara…

Em homenagem, um vídeo que traduz o sentimento por essas pessoas (e vocês sabem quem são)…

Vocês fazem a minha vida ter significado e …

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This is a snapshot that was taken on Tuesday, July 12, 2011, at 7:07:00 am EST.
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